Palestra Inovação centrada no usuário em BH IxDA

Neste mês de Julho teremos a 23ª edição do Encontro IxDA em Belo Horizonte, desta vez receberemos a visita do Paulo Melo, User Experience Business Mananger no C.E.S.A.R em São Paulo.

Teremos uma palestra e logo em seguida um bate papo informal com todos os participantes.

Inovação centrada no usuário
Criando os produtos que a sua vovó vai usar e você vai ficar feliz em comprar.
Com a necessidade de inovar se tornando cada vez mais urgente nas agendas das organizações, investir apenas na inovação de base tecnológica mostrou-se uma estratégia com limitações claras.
Neste cenário, um paradigma de inovação cada vez mais popular é a chamada Inovação Centrada no Usuário. Nesta perspectiva, o processo de inovação se dá a partir da inspiração nos hábitos e contextos do consumidor. A Inovação Centrada no Usuário parte da premissa de que inovações devem ser geradas de forma a serem baseadas no entendimento do usuário, solucionar problemas e atender demandas identificadas em um contexto social específico.

Sobre Paulo Melo
Psicólogo e mestre em Psicologia Cognitiva pela UFPE.
Em 2010, ele concluiu o doutorado profissional em User-system Interaction na University of
Technology Eindhoven (Holanda).
Profissionalmente, Paulo atuou como Designer de Interação e Especialista em Usabilidade no CESAR e CSIRO
(Austrália). Nos últimos anos, ele tem atuado na área de Experiência do Usuário (UX), onde trabalhou pelo CESAR Sul, Philips e In/situm. Ao longo de sua experiência profissional, Paulo participou de projetos ligados a jogos para aparelhos celulares, acessibilidade, aplicações médicas, TV digital, sistemas de informação e design de produtos. Atualmente Paulo é gerente de negócios para projetos em UX no CESAR em São Paulo. Além disso, Paulo tem dado aula sobre design, usabilidade e inovação na Faculdade Anhanguera, Universidade Positivo e CESAR.Edu.

Data: 11 de Julho
Horário: 19 às 22h
Local: Restaurante Take http://www.takebh.com.br/
Mapa Aqui
Programação: 40 minutos de palestra e na sequência um bate papo informal aberto a perguntas.

O evento é gratuito sendo obrigatório somente a consumação mínima de R$ 15,00 por pessoa, lembrando que na quarta-feira é dia de rodada dupla de chopp.
A quantidade de lugares disponível no espaço é limitada, então confirme sua participação no evento criado no grupo IxDA-BH no Facebook:
Facebook ou envie um e-mail para contato@ixdabh.org.
Abraço e esperamos todos de BH por lá 🙂

Novos domínios .eco.br

A partir de 05/07/2012 estará disponível um novo DPN (Domínio de Primeiro Nível).

O eco.br, é destinado a pessoas e instituições com iniciativas eco-amigáveis, “verdes” e/ou sustentáveis que contenham algum tipo de foco eco-ambiental.

A iniciativa é boa para promover e destacar iniciativas nessa direção.

A prioridade para registro, chamada de fase “amanhecer” é concedida para titulares de domínios
.com.br/.emp.br/.net.br/.org.br de mesma grafia.

Logo em seguida serão liberados para registro de outros usuários.

E ai já pensou em sua nova iniciativa eco-amigável?

Veja a mensagem oficial do Registro.br:
[box] Prezado(a) Usuário(a) do Registro.br,

Você está recebendo este e-mail por ser o contato de ao menos uma
entidade com registro de domínio .com.br, .emp.br, .net.br ou .org.br
ativo em Junho de 2012.

A partir de 05/07/2012 estará disponível um novo DPN (Domínio de
Primeiro Nível), o eco.br, destinado a quem queira utilizar um nome de
domínio na Internet que identifique um foco eco-ambiental. Pessoas e
empresas com iniciativas eco-amigáveis, “verdes” e/ou sustentáveis
poderão, assim, promover e destacar suas iniciativas nessa direção,
utilizando o eco.br.

Para que se garanta um início suave de operação e se preservem
direitos, a partir do mesmo dia 05/07/2012 e apenas durante os
primeiros 60 dias (“amanhecer”), os domínios existentes no .com.br,
.emp.br, .net.br e org.br poderão ser registrados no .eco.br pelos
seus atuais titulares, caso assim o desejem. Em casos de sobreposição,
o direito à reserva será do domínio mais antigo registrado entre os
que buscarem registrar o eco.br de mesma grafia.

Os domínios eco.br equivalentes a domínios atualmente em processo de
liberação ou que já participaram de 6 ou mais processos de liberação
não poderão ser registrados durante o período de “amanhecer” e serão
disponibilizados no próximo processo de liberação de domínios, quando
vier a ocorrer.

Durante o período de “amanhecer”, o titular do domínio
.com.br/.emp.br/.net.br/.org.br utilizará o procedimento usual de
registro que, para seu cadastro, identificamos ser feito através do
sítio do registro.br, onde os recursos como servidores DNS
autoritativos [1] e pagamentos via cartão de crédito, que foram
adicionados no ano de 2011, também poderão ser utilizados.

Agradecemos a atenção,

Registro.br
http://registro.br/

[1] “Serviço DNS autoritativo”
http://registro.br/suporte/servico-dns.html
[/box]

Simplicidade

“Websites são funcionalmente confusos porque não são delicados o bastante, porque não foram desenhados com a atenção necessária. Quando os websites precisam se tornar simples, simplicidade não é deixar tudo banalizado ou estúpido. Pelo contrário. Simplicidade é quando alguém toma conta dos detalhes.” – Oliver Reichenstein

Repensando o manual de instruções | Arquitetura de Informação

Repensando o manual de instruções

Posted on junho 2, 2010 by Fabricio Teixeira

“Out of the Box é uma solução simples porém efetiva para usuários de celular que têm dificuldades em aprender a usar seu novo aparelho. Para pessoas mais velhas essa experiência pode ser particularmente frustrante, já que elas utilizam métodos analógicos de aprendizagem para a experiência digital – procurando na embalagem uma ajuda que simplesmente não está ali.”

(Se você está lendo este post via RSS, clique aqui para ver o vídeo)

Out of box é um trabalho estonteante da Vitamins Design.

viaRepensando o manual de instruções | Arquitetura de Informação.

Formulários

de Silvia Melo

 

Eu já havia achado exagero do James Kalbach escrever um livro apenas sobre navegação. O que dizer então de uma publicação dedicada a formulários?  “Web Form Design: Filling in the Blanks” é o novo livro de Luke Wroblewski, um dos diretores de Design do Yahoo!, ex-Ebay e fundador da LukeW Interface Designs.

Luke mostra como o formulário é crucial nas interações online. Em um processo de checkout, por exemplo, um cadastro mal desenhado pode acabar com a venda.  Nas comunidades virtuais ele é um verdadeiro portal de entrada – apenas no MySpace cerca de 150 milhões de usuários começaram seu relacionamento preenchendo essas caixinhas quadradas. E são os formulários que permitem hoje toda a colaboratividade que existe na web – para colocar um vídeo no You Tube ou compartilhar um link no Del.icio.us é inevitável o preenchimento deles.

O autor disponibilizou no Flickr todos os prints utilizados no livro. Pela loja da Rosenfeld Media é possível comprar a versão digital da publicação por um preço camarada (US$ 19 ou cerca de R$ 33) e, o melhor ainda, sem longas esperas nem custo de frete.

A morte da homepage

de Silvia Melo

 

A homepage, aquele modelo de página tal qual conhecemos hoje, está morrendo. Pelo menos é o que indica o estudo da Avenue A | Razorfish, realizado com 475 consumidores norte-americanos em julho do ano passado. Alguns números foram apresentados pelo vice-presidente Garrick Schmitt no último IA Summit no painel “Do Real People Really Use Tag Clouds?: Research To Help Separate Web 2.0’s Hits From Hype”.

Os resultados da pesquisa deixam claro que a web 2.0, que tem a colaboratividade como principal característica, deixou de ser moda – é um sucesso mais do que consolidado, mas ao mesmo tempo um vasto campo a ser explorado. Entenda um pouco melhor o comportamento digital dos entrevistados:

  • 60% já customizaram páginas com RSS, agenda ou outro aplicativo
  • 70% lêem blogs
  • 40% escrevem em blogs
  • 44% consomem conteúdo via RSS
  • 35% já usaram tag clouds
  • 85% guiam sua navegação pelos mais populares ou mais enviados
  • 55% iniciam o processo de compra pela busca

Resumindo: a homepage não é mais o principal ponto de contato digital do consumidor com a marca. A Avenue A | Razorfish traduziu algumas tendências deste novo usuário em 5 recomendações básicas:

1. Torne o seu conteúdo portátil. Permita que os usuários levem-no para onde acharem melhor consumi-lo. RSS e widgets são um bom caminho para a portabilidade

2. Permita aos usuários avaliar e comentar o conteúdo. Isso dará mais credibilidade a ele

3. Invista em videos online. Eles são a próxima grande onda de crescimento no segmento. Descubra como ganhar dinheiro com eles para monetizar o investimento

4. Pense além da homepage – elas não têm mais um papel central na experiência online do consumidor. Pense em como explorar o seu conteúdo em ferramentas de busca, publicidade, blogs e social media

5. Aproxime-se do celular, mesmo que com pequenos passos, e fique de olho nos avanços da área. O iPhone da Apple é um ótimo alvo

A apresentação de Garrick Schmitt (abaixo) mostra algumas empresas que já entenderam este caminho. Eu, particularmente, vejo no novo site da BBC um ótimo exemplo dessa transformação. E por que não incluir também o azedinho Limão nessa lista?

Apple

Eu quero um pônei – ou o processo de design da Apple

de Silvia Melo

AppleQuando a Apple diz alguma coisa é melhor prestar atenção. Na SXWS Interactive, encerrada no último dia 11, o gerente sênior de engenharia Michael Loop deixou escapar algumas informações sobre o processo de design da empresa. Protótipos de altíssima fidelidade e prazo (muito prazo) são alguns dos diferenciais na construção de produtos tão certeiros.

Hellen Walters, da Business Week, destacou alguns dos “segredos” revelados por Loop:

  • Mockups perfeitos – Apesar de demandarem muito trabalho, tempo e dinheiro eles “eliminam toda a ambigüidade”. Mas todos esses custos na fase inicial diminuem os ajustes lá na frente, o que acaba equilibrando a equação
  • 10 para 3 para 1 – Para qualquer feature são apresentados inicialmente 10 mockups totalmente diferentes, desenhados sem nenhuma restrição criativa. Destes são selecionados os 3 melhores. E aí o trabalho começa de verdade, já que serão gastos meses no desenvolvimento para finalmente se chegar ao nº 1
  • Brainstorm x reunião de produção – Semanalmente são realizadas duas reuniões bem antagônicas: um brainstorm criativo totalmente livre e outra “pé no chão”, onde as idéias malucas são colocadas à prova.
  • “Eu quero um pônei” – É como se fosse uma reunião de briefing, onde o líder do projeto lista todos os desejos e necessidades em relação ao produto. Nas palavras de Loop, “Eu quero um pônei! Quem não quer? Um pônei é deslumbrante!”

Padrões para a construção da biblioteca de padrões

 Silvia Melo

A organização de uma biblioteca de padrões é algo que tem tirado o meu sono há algum tempo. Sempre que preciso de um determinado componente, às vezes tão simples quanto um “enviar para amigo”, saio numa verdadeira cruzada em busca dos projetos onde ele foi utilizado. Mas a jornada não pára por aí: é também preciso checar os resultados obtidos, o desempenho nos testes de usabilidade e as novas referências que irão garantir que o recurso continua novo e atualizado. Essa expedição cheia de idas e vindas acaba esgotando o prazo da grande estrela do projeto: a inovação.

Felizmente as desculpas para a inexistência de uma biblioteca de padrões estão se esgotando. Os novos softwares utilizados para o desenvolvimento de wireframes (Axure, iRise e Omnigraffle, entre outros) já permitem a organização de componentes em “libraries”. Eles não dão o peixe, mas são instrumento para uma boa pesca. Achei um artigo interessante da User Interface Engineering que ensina justamente como pescar. O autor Jared M. Spool listou algumas dicas para quem está começando a organizar a própria biblioteca de padrões. Destaco aqui alguns destes “padrões” propostos por Spool:

Nome da seção – apesar de óbvio e aparentemente simples, esse início é determinante para o sucesso de sua biblioteca. Evite nomes criativos. Procure utilizar os termos mais recorrentes do mercado para agrupar componentes simulares: busca, login, menus, grids, navegação, seleção, customização, auto-completar…

Descrição da seção – é muito importante dizer o que esta seção engloba. Caso o nome da seção tenha deixado alguma dúvida, a descrição vai eliminar qualquer vestígio dela

Contexto de uso – informe em que situações o componente pode ser aplicado. Um processo de check-out, por exemplo, pode atender a qualquer finalização de pedido, não sendo necessariamente uma loja virtual

Onde foi utilizado – indique que outros sistemas utilizaram a mesma solução, para que os desenvolvedores possam vê-la aplicada

Especificações – Nos casos em que os padrões pertencem a projetos específicos de uma mesma empresa, vale a pena detalhar tamanhos de fontes, dimensões e cores

Seções relacionadas – o auto-completar, por exemplo, pode ser aplicado a uma busca ou a um formulário, entre outros componentes. Faça estes relacionamentos em sua biblioteca

Histórico – quem atualizou e quando atualizou são informações preciosas em um ambiente colaborativo

Testes de usabilidade – reporte os resultados de componentes que tenham sido testados. Spool inclusive recomenda que sejam colocadas informações como: período em que o teste foi realizado, número de testadores e observações feitas por eles

Fórum de discussão – permita que os desenvolvedores façam comentários na biblioteca. Desta forma o processo do design se manterá vivo e atualizado

E para ver como tudo isso pode ser aplicado na prática, faça um tour pelas bibliotecas do Yahoo! e de Martijn van Welie, Ph.D. em Interação Homem-Computador. São ótimos exemplos de como organizar seus componentes e soluções.

A biblioteca de padrões não deve ser um projeto pessoal, mas sim um trabalho em constante progresso de toda a empresa. Arquitetos, designers, analistas, engenheiros de programação e desenvolvedores em geral devem colaborar na geração do conhecimento. A biblioteca não reflete necessariamente tendências de mercado, mas sim a cultura da organização.

BIBLIOTECAS DE PADRÕES NA WEB

LEITURA RECOMENDADA

LITERATURA SOBRE O TEMA

:)

Usuária carente

 

Por Elisa Volpato

Fiquei um tempão pensando em como seria minha estréia no blog, e conclui que teria de escrever sobre alguma coisa que entendo bem. Então resolvi começar reclamando, como usuária. Por que acho que os sites por aí deviam prestar mais atenção em mim.

Em minha breve vida de moça emancipada, já passei pela situação várias vezes: procurar um apartamento para morar. Agora até meus amigos resolvem me pedir palpite quando querem sair da casa dos pais. Se tem uma coisa que percebi é que lugar é um fator muito importante para quase todo mundo. E lá vou eu no google encontrar sites de imóveis.Então eles me perguntam: “Quer morar onde?” De cara, imagino meus amigos dando pelo menos cinco tipos de resposta diferentes:

  1. “Perto do metrô, na linha verde.”
  2. “Perto da faculdade e do trabalho.”
  3. “Tem que ser no bairro de Pinheiros”.
  4. “Ainda não sei, mas quero que seja na zona sul.”
  5. “Em um lugar barato e bacana.”

Já o modelo de pesquisa mais comum entre os sites que encontrei é filtrar por cidade, região, zona e bairro -nessa ordem. Só que esse tipo de pesquisa atende apenas dois dos meus cinco amigos. O amigo número 1 teria de procurar (em um mapa!) todos os bairros atendidos pela linha verde, ou escolher entre esses bairros aqueles cujo nome fosse mais simpático. Já o número 2 teria de traçar um ponto médio entre a faculdade e o trabalho e buscar ofertas em todos os bairros próximos desse ponto. O número 5 provavelmente viria me pedir uma sugestão de bairro barato e bacana.

Mesmo quem faz uma busca orientada por bairros nem sempre tem bairro específico em mente. E mesmo que tenha, como saber ao certo onde acaba e termina cada bairro? Qual a divisão exata entre Pinheiros e Vila Madalena? Onde começa e termina a zona sul? Isso sem falar na confusão entre o bairro de verdade –Jardim Paulistano- e o distrito (seria Jardins? Até eu me confundi agora).

No começo eu criei estratégias para lidar com as dificuldades: mapas impressos onde marcava a localização de cada oferta, consulta a sites de conteúdo para descobrir os bairros mais interessantes, busca no Google Earth para ver quais eram as ruas mais verdinhas do bairro que eu tinha escolhido. E comecei a pensar em como seria um site de busca de imóveis que realmente prestasse atenção à forma como eu -e meus amigos- fazíamos a pesquisa:

  • Pesquisa baseada em um ponto: eu tenho uma referência fixa, perto da qual gostaria de morar. Mas não sei exatamente os limites de bairro e região ali por perto. Então indico um ponto em um mapa e peço por imóveis em um raio de 5 km.
  • Pesquisa baseada em dois pontos: eu informaria o endereço da faculdade e do trabalho, e o sistema me traria os imóveis que estão na área abrangida pelos dois.
  • Resultados de pesquisa mostrados em mapa. Já montei várias vezes mapinhas mentais -e impressos- para entender onde ficava cada opção de imóvel. Bem que um site poderia fazer isso para mim!
  • Pesquisa baseada em serviços e lazer: pesquisar por apartamentos próximos do metrô ou de parques.
  • Por fim, conteúdo sobre os bairros de cada cidade. Ajudaria muito integrar o site de imóveis com um guia de entretenimento -daí os resultados da pesquisa já mostrariam a densidade de bares, de parques e de escolas em cada local. Ruas mais roxinhas = ruas mais badaladas. Ruas amarelas = grande concentração de comércio. Mais ou menos como um SimCity. Além das cores, os moradores do local poderiam fazer comentários sobre ruas e locais, do tipo: “Essa vila é muito fofa! Veja essa foto aqui”.

Alguém conhece algum site assim? Alguém quer me ajudar a fazer um? :)