Racionalidade e a sensibilidade em cada processo.

Quanto as grandes empresas digitais perderiam por ficarem um dia fora do ar

Posted: janeiro 19th, 2012 | Author: | Filed under: ROI | No Comments »

Quanto as grandes empresas digitais perderiam por ficarem um dia fora do ar

Felippe Fogli Para o TechTudo

Um levantamento baseado na receita anual de grandes sites mostra o quanto eles poderiam perder se ficassem um dia fora do ar. A ideia de fazer esse cálculo surgiu da análise sobre a Wikipedia ter tomado a decisão de fechar o site por 24 horas, em protesto a SOPA.

wikiProtesto criado pelo Wikipedia (Foto: Reprodução / Wikipedia)

Se indicássemos outros fatores que envolvem o ambiente de uma empresa, como investidores, força da marca e experiência do consumidor, esses números seriam ainda maiores. Mas já da para se ter uma ideia do prejuízo que elas podem adquirir caso escolham esse tipo de ação.

Google: Pesquisas apontam que em julho de 2011 a empresa estava fazendo US$ 3 bilhões por mês em publicidade. Se o Google resolvesse desligar seus servidores por um dia, em vez de apenas cobrir seu logotipo, como foi feito, teria perdido cerca de US$ 100 milhões.

Facebook: As previsões sobre as receitas da rede de Mark Zuckerberg para o ano passado, girava em torno de US$ 4,27 bilhões. Sendo assim, o Facebook perderia quase US$ 11,7 milhões, além de deixar uma tonelada de usuários irritados com a empresa.

Twitter: Com receita anual de US$ 140 milhões, a perda do Twitter ao seguir os passos do Wikipedia seria de aproximadamente US$ 400 mil. Isso sem contar que no dia seguinte esse assunto estaria nos trending topics do site.

saiba mais

O que é SOPA e o que pode mudar

Google protesta contra SOPA

eBay: Baseado na estimativa de que em 2011 o lucro do eBay seria de US$ 10,2 bilhões, um dia fora do ar faria com que a empresa perdesse US$ 28 milhões. Além disso, teriam baixas consideráveis em vendas por cada vendedor durante essas 24 horas.

Amazon: A gigante do e-commerce teria conquistado no ano passado US$ 30 bilhões. Se o protesto ao SOPA fosse aderido pela empresa, teriam um prejuízo girando em torno de US$ 82 milhões.

Yahoo: A empresa teria perdido US$ 11,8 milhões, com base no lucro de US$ 1,07 bilhão que a companhia obteve no terceiro trimestre de 2011.

Groupon: Há uma estimativa inicial que o Groupon poderia arrecadar esse ano algo próximo a US$ 2,6 bilhões. Essa conta já poderia ter US$ 7 milhões descontados caso o site tivesse ficado fora do ar.

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Formulários

Posted: janeiro 11th, 2012 | Author: | Filed under: Arquitetura de informação, Design, Ideias, Interatividade, Prototipação, ROI, Usabilidade | No Comments »
de Silvia Melo

 

Eu já havia achado exagero do James Kalbach escrever um livro apenas sobre navegação. O que dizer então de uma publicação dedicada a formulários?  “Web Form Design: Filling in the Blanks” é o novo livro de Luke Wroblewski, um dos diretores de Design do Yahoo!, ex-Ebay e fundador da LukeW Interface Designs.

Luke mostra como o formulário é crucial nas interações online. Em um processo de checkout, por exemplo, um cadastro mal desenhado pode acabar com a venda.  Nas comunidades virtuais ele é um verdadeiro portal de entrada – apenas no MySpace cerca de 150 milhões de usuários começaram seu relacionamento preenchendo essas caixinhas quadradas. E são os formulários que permitem hoje toda a colaboratividade que existe na web – para colocar um vídeo no You Tube ou compartilhar um link no Del.icio.us é inevitável o preenchimento deles.

O autor disponibilizou no Flickr todos os prints utilizados no livro. Pela loja da Rosenfeld Media é possível comprar a versão digital da publicação por um preço camarada (US$ 19 ou cerca de R$ 33) e, o melhor ainda, sem longas esperas nem custo de frete.


A morte da homepage

Posted: janeiro 11th, 2012 | Author: | Filed under: Arquitetura de informação, Design, Ideias, ROI | No Comments »
de Silvia Melo

 

A homepage, aquele modelo de página tal qual conhecemos hoje, está morrendo. Pelo menos é o que indica o estudo da Avenue A | Razorfish, realizado com 475 consumidores norte-americanos em julho do ano passado. Alguns números foram apresentados pelo vice-presidente Garrick Schmitt no último IA Summit no painel “Do Real People Really Use Tag Clouds?: Research To Help Separate Web 2.0’s Hits From Hype”.

Os resultados da pesquisa deixam claro que a web 2.0, que tem a colaboratividade como principal característica, deixou de ser moda – é um sucesso mais do que consolidado, mas ao mesmo tempo um vasto campo a ser explorado. Entenda um pouco melhor o comportamento digital dos entrevistados:

  • 60% já customizaram páginas com RSS, agenda ou outro aplicativo
  • 70% lêem blogs
  • 40% escrevem em blogs
  • 44% consomem conteúdo via RSS
  • 35% já usaram tag clouds
  • 85% guiam sua navegação pelos mais populares ou mais enviados
  • 55% iniciam o processo de compra pela busca

Resumindo: a homepage não é mais o principal ponto de contato digital do consumidor com a marca. A Avenue A | Razorfish traduziu algumas tendências deste novo usuário em 5 recomendações básicas:

1. Torne o seu conteúdo portátil. Permita que os usuários levem-no para onde acharem melhor consumi-lo. RSS e widgets são um bom caminho para a portabilidade

2. Permita aos usuários avaliar e comentar o conteúdo. Isso dará mais credibilidade a ele

3. Invista em videos online. Eles são a próxima grande onda de crescimento no segmento. Descubra como ganhar dinheiro com eles para monetizar o investimento

4. Pense além da homepage – elas não têm mais um papel central na experiência online do consumidor. Pense em como explorar o seu conteúdo em ferramentas de busca, publicidade, blogs e social media

5. Aproxime-se do celular, mesmo que com pequenos passos, e fique de olho nos avanços da área. O iPhone da Apple é um ótimo alvo

A apresentação de Garrick Schmitt (abaixo) mostra algumas empresas que já entenderam este caminho. Eu, particularmente, vejo no novo site da BBC um ótimo exemplo dessa transformação. E por que não incluir também o azedinho Limão nessa lista?


Eu quero um pônei – ou o processo de design da Apple

Posted: janeiro 11th, 2012 | Author: | Filed under: Arquitetura de informação, Design, Ideias, Prototipação, ROI | No Comments »
de Silvia Melo

AppleQuando a Apple diz alguma coisa é melhor prestar atenção. Na SXWS Interactive, encerrada no último dia 11, o gerente sênior de engenharia Michael Loop deixou escapar algumas informações sobre o processo de design da empresa. Protótipos de altíssima fidelidade e prazo (muito prazo) são alguns dos diferenciais na construção de produtos tão certeiros.

Hellen Walters, da Business Week, destacou alguns dos “segredos” revelados por Loop:

  • Mockups perfeitos – Apesar de demandarem muito trabalho, tempo e dinheiro eles “eliminam toda a ambigüidade”. Mas todos esses custos na fase inicial diminuem os ajustes lá na frente, o que acaba equilibrando a equação
  • 10 para 3 para 1 – Para qualquer feature são apresentados inicialmente 10 mockups totalmente diferentes, desenhados sem nenhuma restrição criativa. Destes são selecionados os 3 melhores. E aí o trabalho começa de verdade, já que serão gastos meses no desenvolvimento para finalmente se chegar ao nº 1
  • Brainstorm x reunião de produção – Semanalmente são realizadas duas reuniões bem antagônicas: um brainstorm criativo totalmente livre e outra “pé no chão”, onde as idéias malucas são colocadas à prova.
  • “Eu quero um pônei” – É como se fosse uma reunião de briefing, onde o líder do projeto lista todos os desejos e necessidades em relação ao produto. Nas palavras de Loop, “Eu quero um pônei! Quem não quer? Um pônei é deslumbrante!”


Feiura que vende

Posted: janeiro 11th, 2012 | Author: | Filed under: Arquitetura de informação, Design, ROI, Usabilidade, Usuário | No Comments »

 

Faz um tempo que não vejo a TV aberta. Aliás, TV alguma, já que tenho feito minha própria programação no computador ou no DVD. Mas na última semana não escapei. Após o tradicional almoço de família acabei dando uma “zapeada” nos programas dominicais. E o que me chamou a atenção dessa vez não foi nem o conteúdo, sempre questionável, mas sim a feiúra desses programas – cores aberrantes, cortes de câmera grotescos, shows em playback, brilho e muito plástico na tela. Mas como líderes de audiência que são, eles continuam cheios de anunciantes, combustível que vem garantindo a continuação dessa estética há anos.

Um curioso artigo de Mark Daoust mostra que a feiúra também faz sucesso na internet. Em “The Surprising Truth About Ugly Websites” ele descreve o fenômeno de sites como Google, Craig’s List e IMDB, que estão na lista de favoritos de muita gente – e faturando alto – apesar do visual. Mas o grande destaque dessa seleção é mesmo o site de namoros Plenty of Fish, campeão de vendas de links patrocinados – US$ 10 mil/dia. Isso mesmo, US$ 3,6 milhões/ano.

Plenty of Fish

Daoust tentou usar a psicologia para entender o que as pessoas pensam quando usam uma ferramenta “feiosa” como o Plenty of Fish:

1. É um negócio familiar que não conta com profissionais de marketing
2. O objetivo é servir os clientes, não aprender HMTL
3. A falta de profissionalismo dá a impressão de que o usuário está lidando com indivíduos ao invés de grandes corporações. As pessoas confiam em pessoas, não em websites

Mas em uma investigação mais racional Daoust acabou encontrando duas qualidades comuns a todos estes sites: usabilidade e simplicidade. Ou seja, não é a feiúra que vende, mas sim a facilidade de uso.

Agora é preciso entender a mensagem que empresa quer passar – ela é uma Ferrari ou um Fusquinha? Casas Bahia ou Bang & Olufsen? O design com certeza dirá de forma muito mais precisa do que qualquer palavra. A galera do Design by Fire mostrou que o casamento entre design e usabilidade é possível no divertido artigo “Design Eye for the Usability Guy“, publicado em 2004.

E já que o assunto é feiúra, dê uma olhadinha na pavorosa lista do Web Pages that Suck com os 10 mais feiosos de 2007. Tem peixe grande na lista, como a Microsoft. E um exemplo que só vai estimular ainda mais a rixa dentre designers e arquitetos de informação: Usability Net.


Usuária carente

Posted: janeiro 11th, 2012 | Author: | Filed under: Arquitetura de informação, Ideias, Interatividade, ROI, Usabilidade, Usuário | No Comments »

 

Por Elisa Volpato

Fiquei um tempão pensando em como seria minha estréia no blog, e conclui que teria de escrever sobre alguma coisa que entendo bem. Então resolvi começar reclamando, como usuária. Por que acho que os sites por aí deviam prestar mais atenção em mim.

Em minha breve vida de moça emancipada, já passei pela situação várias vezes: procurar um apartamento para morar. Agora até meus amigos resolvem me pedir palpite quando querem sair da casa dos pais. Se tem uma coisa que percebi é que lugar é um fator muito importante para quase todo mundo. E lá vou eu no google encontrar sites de imóveis.Então eles me perguntam: “Quer morar onde?” De cara, imagino meus amigos dando pelo menos cinco tipos de resposta diferentes:

  1. “Perto do metrô, na linha verde.”
  2. “Perto da faculdade e do trabalho.”
  3. “Tem que ser no bairro de Pinheiros”.
  4. “Ainda não sei, mas quero que seja na zona sul.”
  5. “Em um lugar barato e bacana.”

Já o modelo de pesquisa mais comum entre os sites que encontrei é filtrar por cidade, região, zona e bairro -nessa ordem. Só que esse tipo de pesquisa atende apenas dois dos meus cinco amigos. O amigo número 1 teria de procurar (em um mapa!) todos os bairros atendidos pela linha verde, ou escolher entre esses bairros aqueles cujo nome fosse mais simpático. Já o número 2 teria de traçar um ponto médio entre a faculdade e o trabalho e buscar ofertas em todos os bairros próximos desse ponto. O número 5 provavelmente viria me pedir uma sugestão de bairro barato e bacana.

Mesmo quem faz uma busca orientada por bairros nem sempre tem bairro específico em mente. E mesmo que tenha, como saber ao certo onde acaba e termina cada bairro? Qual a divisão exata entre Pinheiros e Vila Madalena? Onde começa e termina a zona sul? Isso sem falar na confusão entre o bairro de verdade –Jardim Paulistano- e o distrito (seria Jardins? Até eu me confundi agora).

No começo eu criei estratégias para lidar com as dificuldades: mapas impressos onde marcava a localização de cada oferta, consulta a sites de conteúdo para descobrir os bairros mais interessantes, busca no Google Earth para ver quais eram as ruas mais verdinhas do bairro que eu tinha escolhido. E comecei a pensar em como seria um site de busca de imóveis que realmente prestasse atenção à forma como eu -e meus amigos- fazíamos a pesquisa:

  • Pesquisa baseada em um ponto: eu tenho uma referência fixa, perto da qual gostaria de morar. Mas não sei exatamente os limites de bairro e região ali por perto. Então indico um ponto em um mapa e peço por imóveis em um raio de 5 km.
  • Pesquisa baseada em dois pontos: eu informaria o endereço da faculdade e do trabalho, e o sistema me traria os imóveis que estão na área abrangida pelos dois.
  • Resultados de pesquisa mostrados em mapa. Já montei várias vezes mapinhas mentais -e impressos- para entender onde ficava cada opção de imóvel. Bem que um site poderia fazer isso para mim!
  • Pesquisa baseada em serviços e lazer: pesquisar por apartamentos próximos do metrô ou de parques.
  • Por fim, conteúdo sobre os bairros de cada cidade. Ajudaria muito integrar o site de imóveis com um guia de entretenimento -daí os resultados da pesquisa já mostrariam a densidade de bares, de parques e de escolas em cada local. Ruas mais roxinhas = ruas mais badaladas. Ruas amarelas = grande concentração de comércio. Mais ou menos como um SimCity. Além das cores, os moradores do local poderiam fazer comentários sobre ruas e locais, do tipo: “Essa vila é muito fofa! Veja essa foto aqui”.

Alguém conhece algum site assim? Alguém quer me ajudar a fazer um? :)


A usabilidade pode influenciar no preço das ações de uma empresa?

Posted: janeiro 11th, 2012 | Author: | Filed under: Arquitetura de informação, Design, ROI, Usabilidade | No Comments »

Um estudo divulgado pelo Nielsen Norman Group em 2003 já havia mostrado como a usabilidade impacta positivamente nos resultados de um site. Com um redesign bem mais centrado no usuário, os sites das 42 empresas envolvidas no estudo registraram um aumento médio de 135% nas métricas desejadas – tráfego, conversão de vendas, performance do usuário e uso de funções específicas.

A UX Magazine divulgou no começo do mês os resultados de um estudo também focado no retorno de investimento em usabilidade. Desta vez o objetivo era saber o quão as iniciativas de uma empresa no setor seriam capazes de refletir no preço de suas ações na bolsa de valores.

Para isso a própria UX Magazine investiu US$ 50 mil em ações de 10 companhias que tinham realizado recentemente grandes trabalhos de user experience (aqui foram estabelecidos alguns critérios). O resultado deste UX Fund, como foi batizado o investimento, mostra o que aconteceu com essas ações após 1 ano:

Research In Motion (RIMM) + 207.97% $10,387.44
Apple (AAPL) + 131.81% $6,607.96
Google (GOOG) + 47% $2,248.40
Nike (NKE) + 38.65% $1,921.32
Electronic Arts (ERTS) + 10.62% $530.16
Yahoo (YHOO) + 15.61% $775.20
Target (TGT) – 2.09% ($104.16)
Netflix (NFLX) – 4.82% ($239.40)
Progressive Insurance (PGR) – 23.27% ($1,165.41)
JetBlue Airways (JBLU) – 29.36% ($1,476.00)

Na minha opinião, apesar de lucrativo (o portifólio cresceu quase 40%) o resultado do estudo ainda é pouco conclusivo, uma vez que vários fatores podem influenciar no preço das ações – a Apple, por exemplo, lançou o iPhone neste período.

Nas palavras da UX, o estudo provou que “usabilidade não é tudo”. Muitas empresas, apesar de atenderem bem os seus usuários online, estão sujeitas a realidade do negócio. Este foi o caso da companhia aérea JetBlue Airways, prejudicada por uma forte tempestade de inverno bem no Dia dos Namorados.

De qualquer forma temos aqui mais alguns argumentos (se é que é preciso) para vender a usabilidade como uma importante (mas não única) aliada na geração de resultados. Não deixem de ver o estudo completo.